Beatriz De Luca é Bacharel em Música, com habilitação em Composição e Regência, pela UNESP - Universidade Estadual Paulista, e em Engenharia Civil, pela Escola Politécnica da USP - Universidade de São Paulo.

Seus principais professores de regência foram Roberto Tibiriçá, Samuel Kerr, Abel Rocha e Jorge Salim. Participou de masterclasses de regência com Kirk Trevor, Eric Whitacre, Sérgio Igor Chnee, Osvaldo Ferreira e Hans-Peter Schurz. Seus orientadores de composição e orquestração foram Flo Menezes, Abel Rocha, Edson Zampronha, Achille Picchi, Eduardo Escalante e Jorge Kaszás.

Sua formação em canto lírico e popular ficou a cargo dos professores Martha Herr, Marconi Araújo, Jarbas Homem de Mello, Eduardo Panizza, Consiglia Latorre, Jocelyn Maroccolo e Tiago Pinheiro. Atuou em diversos espetáculos de teatro musical entre eles Vampiros na Bloodway - Morcegos in Concert de Walter Jr., com direção e coreografias de Rosely Fiorelli que excursionou pelo Japão em 2003; Guaiú, a Ópera das Formigas, do grupo Zambelê, com direção de Aldo Avilez e coreografias de Fernando Leite; Bem-Vindo a Bordo, de Walter Jr., sob direção cênica de Carlinhos Machado e direção musical de Charles Dalla; Ihu Todos os Sons de Marlui Miranda, com direção musical de Rodolfo Stroeter e direção cênica de Reynaldo Puebla que excursionou por Portugal em 1998; 2 Ihu Kewere: Rezar de Marlui Miranda, com direção musical de Rodolfo Stroeter.

Integrou o madrigal renascentista Omnes Voces de 2001 a 2007; atuou diversas vezes junto ao coro da OSESP como cantora convidada e em 2006 atuou como solista sob a regência de John Neschling na Sala São Paulo no evento comemorativo dos dez anos de atividade do Projeto Guri. O repertório desse concerto foi composto por Amaral Vieira, Tasso Bangel e Edmundo Villani-Cortês especialmente para o evento.

Foi regente do Coro da FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - desde 2002 a 2010. Fundou e dirigiu diversos coros comunitários, de empresas, faculdades e escolas, entre eles os Coros Infantil e Juvenil do Colégio Móbile que dirigiu de 2000 a 2010.

Apresentou-se frente a várias orquestras paulistas como a Orquestra Cameramusica Funac de Taubaté, Allegro Coral e Orquestra, Orquestra Jorge Salim, Orquestra Acadêmica da UNESP, Orquestra de Câmara da UNESP, Orquestra da UNICAMP e OSSA - Orquestra Sinfônica de Santo André, na qual atuou como regente assistente de 2007 a 2008. Em 2009 e 2010 atuou como regente convidada junto à Camerata Antiqua de Curitiba, Paraná, na série Alimentando com Música.

Escreveu e dirigiu mais de 20 espetáculos musicais para seus coros. Nos dois anos em que colaborou com a OSSA, foi responsável pela concepção e direção dos concertos didáticos, entre eles A Máquina do Tempo apresentado no Teatro Municipal de Santo André e na Sala São Paulo. Foi responsável pela concepção da língua Oracolo e pela versão dos textos do repertório do concerto cênico A comédia do senhor Carlo Goldoni - crônica com música apresentado em 2007 pelo Coro da Camerata Antiqua de Curitiba.

Em julho de 2011 conduziu A Virtuosa Ópera Barroca, concerto integrante da temporada 2011 da Camerata Antiqua de Curitiba, com repertório composto por coros e árias para castrato escritas por Händel e Vivaldi, com solos do contratenor Marconi Araújo.

Em março de 2010 conduziu Percepções, concerto de abertura da temporada 2010 da Camerata Antiqua de Curitiba, com repertório composto exclusivamente por obras de Eric Whitacre. O concerto teve narração de Letícia Sabatella e direção cênica de Jacqueline Daher.

Entre novembro de 2009 e julho de 2010 atuou como diretora musical e regente do espetáculo musical de Claudia Raia, Pernas pro Ar, que excursionou pelas principais capitais do país. Atualmente é diretora musical assistente e maestrina do espetáculo musical Cabaret, de Claudia Raia, em cartaz em São Paulo.

É co-autora de O Regente sem Orquestra, livro didático de regência orquestral, lançado pela Algol Editora em março de 2008.

 

Criação Beatriz De Luca

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